quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Santo Daime, bebida sagrada


Acabo de ler metade de uma matéria preconceituosa que a revista Istoé publicou, nesta semana, sobre o uso do Vegetal (Santo Daime) em rituais religiosos. É um pena que a nossa sociedade ainda não esteja preparada para compreender o verdadeiro sentido de um trabalho espiritual de autoconhecimento e transformação pessoal.
Eu, como ayoaskeira, posso dizer que, o uso religioso do Vegetal é algo tão superior a tudo aquilo que foi escrito pelo jornalista da Istoé, que, sinceramente, não existem palavras para expressar a grandeza deste trabalho espiritual.
Nós, adeptos da doutrina do Vegetal, vivemos, em todas as igrejas que fazem o uso desta Bebida Sagrada, a busca pela luz, pela paz e pelo amor.
A transformação que acontece quando passamos a seguir a linha do Vegetal não tem absolutamente nada a ver com qualquer promessa de "resolução de males como a dependência química e a depressão", como foi citado na reportagem da Istoé. A verdade é que comungando o Vegetal, atingimos um nível de consciência tão claro, que a utilização de qualquer substância que faça mal ao nosso organismo (como drogas, bebida e até mesmo açúcar) passa a ser rejeitada pela nossa mente e corpo.
Nós comungamos o Vegetal com a intenção de nos equilibrar e harmonizar.
Que assim seja.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ele, Cristo? - Eu hein.

Início de ano é um ótimo período para fazer aquelas pequenas mudanças na casa. Aproveitando o resto do 13º, sempre sobra alguns trocados para pintar uma parede aqui, trocar uma cortina ali, e essas reformas que temos vontade de fazer durante o ano todo, mas nunca da tempo. Ok. Tenho frequentado a Leroy Merlin quase que diariamente para comprar todas essas coisas pré moldadas, e ontem, inusitadamente dei da cara com o Henri Cristo e suas Henriquetes. É quase rídiculo vir aqui, ocupar a cabeça de vocês com uma assunto bobo como este, porém, achei tão estranho ver aquela figura de perto, que tomo a liberdade de escrever um post sobre isso.
Não vou criticar, ou julgar, aquele sENHOR, nem tão pouco as suas fiés seguidoras, porém, e pelo amor de Deus, que maluquice é aquela, minha gente?
Ver pela internet é um pouco bizarro, mas, de tão distante, parece até um pouco mentira. Mas ver assim de perto, ao vivo, é uma mistura maluca de carnaval, com festa junina e dia de corpus crist, sei lá.
Estranho, muito estranho.
De toda forma, que assim seja. Amém.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Reynaldo Jardim lança Sangradas Escrituras


Reynaldo Jardim, meu chefe e amigo, ícone do jornalismo brasileiro, lança hoje a noite o livro Sangradas Escritura, uma antologia com 60 anos de poesias diárias. O livro tem 1200 páginas, e se não fosse lançado hoje talvez tivesse mais umas 500, pois até o material ir pra gráfica o Reynaldo não parou de acrescentar textos.
Poemas de média metragem, alguns segmentados em estâncias mais longas com autonomia suficiente para serem lidos e compreendidos isoladamente. É o caso da parabíblico A Besta, uma leitura audaciosa da figura central do Apocalipse. O mesmo acontece com Paixão Segundo Barrabás, onde esse personagem crucial na trajetória de Cristo, atravessa os séculos e vive a tormenta do arrependimento, envolto no tumulto cosmogônico.
O livro Sangradas Escrituras apresenta, pela primeira vez, o poema gráfico Profana Via Sacra, desenhado por Reynaldo Jardim e colorido por Alisson Sbrana. Os traços originais foram feitos em viagem de carro, do Rio de Janeiro até Nova Friburgo. O poema traça um paralelo entra a trajetória de Jesus Cristo e Che Guevara, com o assassinato de ambos pelo poder. O poema esta virando filme, e no ano que vem espero vir aqui divulgar a estréia.

Serviço
Lançamento Sangradas Escrituras
Data: 16/12
Hora: 19h
Local: Bar Brahma, 201/sul
Preço: 150$

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Longa brasiliense concorre no FBCB



A 42ª edição do Festival de Cinema de Brasília, um dos eventos mais importantes e antigos do país, acontece entre os dias 17 e 24 de novembro, no Cine Brasília. O documentário longa-metragem Perdão Mister Fiel, foi produzido na cidade e é um dos seis filmes selecionados para a Mostra Competitiva - Longa 35mm.
Dirigido pelo jornalista e cineasta Jorge Oliveira, o documentário resgata a memória de Manoel Fiel Filho, operário morto nos porões da ditadura militar, em São Paulo, no ano de 1976. Ele era acusado de distribuir a Folha Operária, um jornal que circulava entre os comunistas.
Segundo o cineasta a ideia do documentário surgiu ao perceber que Fiel poderia ser a base de um filme para discutir a participação dos Estados Unidos como financiadores da ditadura militar, na América do Sul e América Latina. Segundo ele, os EUA mandaram agentes da CIA. para ensinar como torturar os presos políticos. Jorge acredita que esta suposição pode alertar o Brasil para a possibilidade de os Estados Unidos repararem danos causados ao país.
Após um longo período de pesquisa, Jorge Oliveira começou as filmagens do documentário em 2007. Com equipe e elenco de Brasília, o cineasta viajou mundo afora em busca de relatos que pudessem esclarecer parte das atrocidades ocorridas naquela época. Realizou entrevistas internacionais no Chile e em Nova York. Ouviu mais de 30 pessoas, entre elas três presidentes da república: Lula, Fernando Henrique e José Sarney.
A equipe de produção do documentário comemora a seleção: “Toda a equipe é de Brasília e estamos muito felizes por lançar o filme aqui na cidade. A seleção já é uma consagração para o cinema brasiliense”, comentou Ana Maria Rocha, produtora executiva.
O filme está concorrendo ao prêmio de R$ 80 mil como melhor longa-metragem pelo júri oficial, e R$ 30 mil pelo júri popular. Perdão Mister Fiel será exibido em primeira mão no dia 19, as 21h.

Serviço:
Local: Cine Brasília
Ingressos: R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia entrada.
Acesse toda a programação do Festival de Cinema de Brasília.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sem censura

Dizem por ai que censura é uma coisa muito chata, que aconteceu na época do regime militar, num período de ditadura, e blá blá blá... Dizem também que hoje vivemos tempos de liberdade de expressão, e que todos podem manifestar suas opiniões, nos diferentes meios de comunicação que estão disponíveis.
É verdade que tem muita gente dizendo muita coisa. Coisas boas e coisas ruins, coisas inúteis e coisas úteis. E também dizem verdades e mentiras.
Em abril deste ano o Supremo Tribunal da Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A decisão, segundo o Ministro Gilmar Mendes, é baseada na liberdade de expressão, que é direito de TODO cidadão (verdade ou mentira, minha gente?).
Então, até aqui esta tudo indo bem, a Lei da Imprensa parece justa, legitima, e apesar de desvalorizar os meus 4 anos de estudos na faculdade de jornalismo, eu concordo que com os adventos tecnológicos, as mídias sociais, e todas as parafernálias comunicativas que existem hoje no mundo, é difícil manter a porteira fechada. Dou o braço a torcer, me dedico para ser uma boa profissional, e agradeço a colaboração dos que estão por ai nos ajudando a noticiar fatos relevantes que sejam de interesse social.
Agora, prestem bastante atenção! A verdade é que a situação ficou mais delicada para os leitores. Precisamos estar atentos ao que estamos lendo, e precisamos mais do que nunca de senso critico e discernimento para uma boa interpretação. O que eu quero dizer é que não podemos deixar que eles nos passem a perna, entendem?
O que está acontecendo com a gente é o seguinte: a Justiça levantou a bandeira da liberdade de expressão e agora não quer mais soltar. E liberdade, até onde eu sei, não tem amarras.
Estou falando isso por conta de uma matéria que li no Estadão. Vejam só isso: “Há 91 dias o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal, censurou o jornal (Estado de S. Paulo), proibindo a publicação de reportagem sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)”.
Vocês sabiam que isso acontece diariamente nas redações dos jornais? Nós, jornalistas, somos diariamente censurados pelos editores, pelo editor chefe, pelo dono do jornal e pelo dono do dono.
A verdade é que mesmo em tempos de liberdade de expressão, as noticias são selecionadas de acordo com interesses da empresa, do empresário, do ministro, do senador, e por ai vai. Não sei de nenhum grande jornal que não tenha o rabo preso com grandes empresários, e nem grandes empresários que não tenham o rabo preso com a politicagem. Vocês concordam?
Pois é no meio dessa “camaradagem política” que as matérias jornalísticas são aprovadas, ou não. E vão para a mídia, ou não. E assim, as matérias de relevância social chegam, ou não, ao nosso conhecimento.
Então, vamos usar essa ferramenta aqui, a internet (emails, redes sociais, blogs e etc), de maneira inteligente, aproveitando o espaço que temos para divulgar coisas que merecem e precisam ser divulgadas.
E percebam: o Excelentíssimo Senho Presidente do Senado Federal parece estar metido em mais uma encrenca com a Policia Federal...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

No-balde: Cultura, jornalismo e literatura

No mês de outubro o Jornal Independente O-Balde voltou a circular em Brasília. Um veículo de informação cultural, jornalistica e cheio de literatura e atitude, volta a ativa para fazer (a trazer) a diferença. A versão impressa, publicada mensalmente, ganhou um novo formato, ficou maior e mais bonita. E o blog também está de cara nova.
Essas mudanças mostram amadurecimento da equipe, e do projeto, que tem tudo para se tornar referência no campo do Jornalismo Independente. Eu colaboro, cheia de orgulho, com esse pessoal. Nesta semana o-balde online publicou um conto escrito por mim. Texto antigo, cheio de fantasias, sonhos, cores e borboletas.
Confira as novidades do blog, comente, e participe desse inteligentíssimo projeto cultural.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

15 de outubro: um dia sem sacola plástica

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança o Dia do Consumidor Consciente - 15 de outubro - e propõe um desafio: - Um dia sem sacola plástica. A exemplo do que aconteceu no Dia Sem Carro, a ideia da ação é despertar a consciência ambiental nos consumidores e incentivá-los a recusar as sacolas plásticas em suas compras nesta data, adotando uma sacola retornável ou outra alternativa. Participe desse desafio e ajude a diminuir o impacto ambiental causado pelas sacolinhas. No dia 15 de outubro, adote um novo hábito de vida, contribua para diminuir esses números e se torne mais um consumidor consciente capaz de transformar a vida no Planeta.
(Leia Mais)